Brincando De Desenhar

22 04 2009

Vocês já sabem do meu amor por desenhos, história em quadrinhos, todo esse mundo das HQ’s. Sabem também que nunca fiz curso nenhum e só brinco disso, pretendo fazer um curso bacana ainda esse ano. Orem por mim XD

Eis que acordei com vontade de desenhar e fiz dois personagens que estão no Flickr. Daí imaginei uma pequena história para eles. O resultado foi uma tarde divertida de desenho e imaginação. Não terminei com nankin, nem nada. Vejam aí embaixo:

E sim, minhas férias já acabaram T__T





Dogma 2009

16 04 2009

Dogma 2009O @cadusimoes (que tem projetos super interessantes, acesse o blog do cara) comentou ontem no Twitter a respeito do Dogma 2009. Eu não conhecia e achei bem interessante. Basicamente é a respeito do não contentamento com o atual mercado de quadrinhos e sair da passividade, assumindo uma novo personalidade consumista de quadrinhos.

Posto e comento aqui alguns do 10 dogmas que achei mais interessantes:

1 ) A pluralidade é fundamental. Tendo isso em mente, todo o participante do Dogma deve ler mensalmente quadrinhos de cinco nacionalidades diferentes e de cinco gêneros diferentes. A regra apenas não se aplica a quem ler menos de cinco edições por mês. Nesse caso, ainda assim, não se pode repetir nem nacionalidades nem gêneros.

Curti. Afinal o que o mercado nos oferece hoje? Marvel/Dc = Americanos. Mangás = japoneses, e agora uns poucos coreanos e chineses. Nacional se resume à Turma da Mônica. Como sair desse círculo? Saia da banca. Isso mesmo. Eaqueça as bancas de jornal e venha para  a internet. Sou super a favor de scans. Se você não curte a idéia, ainda existem as grandes lojas de quadrinhos. A Comix tá aí pra isso. Além do que, grandes livrarias trazem alguns exemplares bem interessantes de quadrinhos ao redor do mundo. Quanto a quadrinhos nacionais, temos o 4mundo.com. Esse mês temos a excelente Chuva Contra o Vento do Rodrigo Alonso e Felipe Cunha. Navegando por lá você conhecerá diversos artistas, diversos trabalhos, diversos olhares para a arte que amamos.

4 ) O uso de saco plástico para proteger os quadrinhos não é aceitável. Bons quadrinhos precisam de oxigênio. Por consequência, veta-se o uso de pinças, luvas ou de qualquer outro tipo de frescura para armazená-los e manuseá-los.

Eu não uso plástico. Mas acho digno quem usa, afinal existem histórias que te formaram, você se identificou com o personagem e ele te formou como pessoa. Você tem um carinho especial por aquela edição que foi adquirida com certo sacrifício. Vamos combinar assim, eu guardo apenas as melhores no saco plástico, as outras faço como diz esse item:

5 ) O apego ao mundo material, na forma do colecionismo obcecado, tem causado grande mal aos quadrinhos e precisa ser desestimulado. Bons quadrinhos devem circular. Empreste-os ou, preferencialmente, doe-os para que outros possam lê-los.

Acho ótimo doar. Se eu fosse apresentado a Watchmen antes, muita coisa seria diferente. Muita.

8 ) O Dogma nada tem a dizer a respeito da moralidade envolvida na prática de pirataria digital, que vai da consciência e da postura de cada leitor, bem como da decisão particular de obediência ou não das leis.

Contudo, o Dogma acredita que os autores e editores dos bons quadrinhos devem ser sempre recompensados pelo seu trabalho. Os participantes do Dogma devem ser informados que essa recompensa costuma ser um incentivo para que o trabalho tenha continuidade.

Essa me diz respeito. Muitas vezes leio o quadrinho pela internet, mas não tenho e não sei como recompensar o autor. Agradeço ao scanneiro, mesmo sabendo que deveria agradecer aos autores.

10 ) Cada participante do Dogma deverá repassar o texto para outros três leitores de quadrinhos.

Espalhe. Só assim poderemos mudar o quadro atual.





Primeira Imagem de Avatar The Last Airbender O Filme

2 04 2009

Dev Patel, ok. Mas M Night Shyamalancomo Tio Iroh tem que ser brincadeira!

Tudo bem que não é assim uma imagem muito reveladora. Minhas fontes me enviaram essa foto onde vemos Dev Patel com as roupas do Príncipe Zuko e o próprio M. Night Shyamalan brincando de Tio Iroh.

Mentira é 1º de Abril atrasado =P

A imagem de verdade eu mostro amanhã heheheh!

Aguardem!





Valsa Com Bashir. Um Soco No Estômago

2 04 2009

Valsa Com Bashir

1982. As forças armadas Israelitas invadem o sul do Líbano após as cidades do norte de Israel terem sido bombardeadas por anos desde o território Libanês. Ariel Sharon, na época ministro da defesa de Israel, desejava garantir a presidência de Bashir Gemayel. Em troca da ajuda israelense, Ariel Sharon esperava de Gemayel, uma vez instalado como presidente, a assinatura de um tratado de paz com Israel, presumivelmente estabilizando para sempre a fronteira norte de Israel. Bashir se tornou um dos principais comandantes das Falanges Libanesas, uma milícia cristã de extrema-direita, apoiada por Israel, e que lutava contra os muçulmanos nacionalistas libaneses e os militantes palestinos. Ele liderou várias campanhas militares contra as tropas Sírias. Eleito presidente em 1982 com o apoio de Israel, Bashir morreu aos 35 anos vítima da explosão de uma bomba colocada na sede das Falanges, em Achrafieh, distrito cristão de Beirute, no mesmo ano.

A morte de Bashir desencadeou uma revolta das forças cristãs contra o Líbano. O ato mais conhecido foi o massacre de Sabra e Shatila, onde soldados matavam cruelmente refugiados civis palestinos. O massacre ocorreu em uma área diretamente controlada pelo exército israelense durante a invasão do Líbano. A Corte Suprema de Israel considerou o Ministro da Defesa do país, Ariel Sharon, pessoalmente responsável pelo massacre, por ter falhado na proteção aos refugiados. O número de vítimas não é bem conhecido e, conforme a fonte, a estimativa pode variar de algumas centenas a 3.500 pessoas. Sharon, quando candidato a Primeiro-ministro de Israel, lamentou as mortes e negou qualquer responsabilidade. A repercussão do massacre, entretanto, fez com que ele fosse demitido do cargo de Ministro da Defesa, na época.

26 Cães

Valsa com Bashir tem seu início em uma bar, quando o diretor Ari Folman se encontra com um velho amigo para conversar sobre um pesadelo recorrente. O amigo conta que todas as noites sonhava com exatamente 26 cães loucos por seu sangue. Os dois chegam à conclusão de que o pesadelo é uma lembrança do que o amigo viveu na guerra do Líbano. O diretor Ari Folman se surpreende pois sua mente apagou todas as lembranças daquele período em que serviu nas forças israelitas. Intrigado, ele decide visitar e entrevistar seus amigos e companheiros, pois sente necessário descobrir a verdade sobre aquele tempo e sobre si mesmo. A medida em que mergulha em seu passado, sua memória é ativada e imagens antes reprimidas vêm a tona.

O documentário tinha a necessidade de ser uma animação, extremamente bem feita, para colocar uma barreira visual entre o horror daquela época de guerra e os espectadores. O uso do lúdico, da animação para interpretar as memórias do diretor e de seus amigos, de alguma forma nos dá a dimensão da realidade. O espectador sente cada sentimento e loucura dos soldados. Cada dor e perda dos impotentes civis que estavam no meio de uma guerra política. A surpresa de que no final vemos as imagens reais do massacre de Junho de 1982, cadáveres de toda sorte de pessoas, desde crianças até senhores de idade. Os gritos das mulheres que perderam suas casas e família é simplesmente um soco no estômago. Ver do que o Ser Humano é capaz, se invalidar, negar a humanidade e ser nada menos do que seres irracionais, menos do que animais, nos amedronta, nos tira o fôlego.

O filme convida a discutirmos o rumo que nosso mundo esta tomando e o que fazemos para melhorá-lo. Não digo na questão de se armar e ir para a guerra, muito pelo contrário. O importante é buscar a paz em nosso dia a dia sem nunca nos esquecermos do passado. Manter o passado vivo e não repetir os erros. Esta é a lição que aprendi com Ari Folman.

P.S.: Assisti o filme na terça-feira, 31/03. Ganhei as entradas através do twitter do Omelete. O site oficial deles é esse aqui e também está nos links aí ao lado =)





Watchmen – O Filme

6 03 2009

Watchmen - o filmeSerei sincero, eu não li a HQ inteira de Watchmen.

Todos sabem (ou já ouviram falar) que se trata de uma obra revolucionária, colocando os heróis mascarados em posições mais humanas, psicológicas, profundas e adultas do que se costumava na época. Uma verdadeira graphic novel, ou romance gráfico.

Na HQ, os heróis são obrigados a colocar de lado a capa e a máscara por um decreto que tornaria todo vigilante não cadastrado um fora-da-lei (Oi Marvel, eu sei o que você copiou, digo… se inspirou para publicar a Guerra Civil). A frase que pontua a série é “Who watches the watchmen?” algo como “Quem vigia os vigilantes?”. Nesse ínterim, um herói que se recusou a aposentar sua identidade secreta, o Comediante, é assassinado. Rorscharch então passa a investigar o assassinato, e uma séria trama emaranhada é desenrolada, incluindo questões psicológicas e flashbacks do passado dos heróis e ex-heróis.  A obra de Alan Moore e Dave Gibbons foi originalmente lançada entre 1986 e1987 é obrigatória para todo bom fã de HQ. Perdi nessa.

Eu estou bastante animado para ver o filme amanhã. Comprarei a edição completa da série de 12 volumes. Mais de Cem pilas, mas pelo visto vale a pena.

Resenha da HQ. Ler a série Watchmen em inglês. A camisinha do Dr Manhattan (pois é…).





Minha História Com os Quadrinhos e Dica de Podcast

4 03 2009

mike_deodato_jr__deviation_72_by_mikedeodatojrQuando pequeno minha mãe lia Turma da Mônica para eu dormir. Quando maior, comprava HQ’s do Homem-Aranha e X-Men. Sempre fui mais fã do mundo Marvel do que da DC. Quando mais velho conheci o Lanterna Verde e meu coração se dividiu. O Amigo da Vizinhança ou o guerreiro que luta com a Critividade?! Fiquei com os dois =D

Daí conheci os mangás. Comecei com Dragon Ball. Um Shonen, mangá para meninos. Depois conheci os Shoujo, mangá para meninas. Sim, são os japoneses que gostam desses rótulos, não me ligo neles. O que me chamou mais atenção foi as histórias terem final, como tudo na vida. Conceito que poucos quadrinhos americanos adotam.

O legal é que por meio do mangá, me aproximei mais dos quadrinhos americanos. Eu explico. Pela minha paixão por RPG, mangá, HQ, eu comecei a escrever e desenhar um fanzine e até o levei para o Animecon.  O nome do zine era horrível, Hikary in Wonder Travel. A história em si até é legalzinha, mas na minha mente insana programei um zine com uma história tão grande que não consegui terminar! Fiquei enrolado no meio, e parei de desenhá-lo na segunda edição. Ainda acho a história legal hoje, e quem sabe eu volte para contá-la qualquer dia desses… Enfim. Na Animecon eu conheci o Daniel HDR, o André Vazzios, o Marcelo Cassaro (Holy Avenger) e parte do Trio Tormenta, e mais um monte de gente legal que admirava pois estavam prontos para mudar o cenário de quadrinhos nacional e internacional!

Eu estava pronto para me juntar a eles na época. Pena que naquela época resolvi escutar pessoas que destruíram meu caminho de contar minha história na época certa. Dou graças a Deus por eu ter mantido pelo menos meu amor a esse hobby. Não fiz nenhum curso de desenho (ainda), mas tive a sapiência de cursar Letras e me manter atualizado pelo Deviant.art com esses meus heróis desenhistas/coloristas/roteiristas.

Ainda mais! Agora um deles tem um Podcast e um site de respeito para quem já é artista, quem aspira ser, e aqueles que tem grande admiração por aqueles que criam sonhos! É o site PapodeArtista.com, do colorista Rod Reis =D

Conheci o trabalho do Rod Reis em Holy Avenger. Depois só via seus trabalhos na DC. Como não acompanho direto o mundo DC, fiquei sem acompanhar o trabalho do cara por um bom tempo. Depois do Twitter isso mudou. Conheci o blog do cara, que trás várias dicas para quem quer ser colorista/trabalhar com arte. Agora com a ajuda de outros artistas, Rod Reis está tocando o Podcast “Papo de Artista”, que também trás dicas para quem quer começar, trás novidades sobre o mundo dos quadrinhos, e nesse último episódio ele, Eddy Barrows, Ivan Reis (a quem agradeço por reviver meu herói DC favorito, Lanterna Verde) e Joe Prado conversam sobre a New York Comiccon em um papo bem descontraído. Super recomendo!

Se você também deseja se inteirar mais a respeito do trabalho de artistas brasileiros, muitos deles estão no Deviantart, como a Fran Briggs, o Edu Francisco, que tem um traço de explodir cabeças, a Denise Akemi, o Mike Deodato Jr (amo seu trabalho em Homem-Aranha =*) e mais um monte de gente legal.

Fica a dica.





Sketchbook Viajante

23 01 2009

sketchbookEu adoro desenho/desenhar. Nos planos para esse ano consta um curso que já venho adiando há tempos, mais ou menos uns 7, 6 anos, quando conheci o Daniel HDR em uma primeira ou segunda AnimeCon (memória? não tinha mais pontos para comprar…</nerd>).

Mesmo não sabendo desenhar direito, sempre mantive um sketchbook (entenda “folhas-de-A4-guardadas-soltas-que-depois-de-um-tempo-juntei”). E é muito bom ver o que você desenhou, escreveu, sentiu, viveu. E é exatamente para isso que serve um sketchbook.

Há diversas comunidades no Flickr relacionadas a sketchbooks, desde como fazer o seu próprio caderno, até mostrar os seus sketches.

E olha que legal, o site Ideafixa esta com o seguinte projeto (Ctrl+C, Ctrl+V):

A idéia é simples : 2 sketchbooks viajarão pelas mãos de artistas de várias partes do país. No interior de cada caderno haverá um índice com o nome dos selecionados. Quem recebe deve deixar sua contribuição (vale colagem, ilustração,letterings,fotografias,o que o papel permitir),escolher um dos nomes do índice e enviá-lo pelo correio para que ele continue a sua jornada. O resultado dessa compilação que tem como objetivo fazer um resgate da produção manual, resultará em uma exposição itinerante. E quem sabe um livro?

Eu vou participar com certeza! As inscrições vão até 28 de Fevereiro. Só estou organizando meus sketches para subir no meu Flickr =)

Participe você também, AQUI o link direto com as informações.








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