Clint Eastwood Traiu O Movimento

22 03 2009

Gran Torino

Assisti ao novo filme de Clint Eastwood, Gran Torino, nessa sexta-feira. Não gostei.

Quando vou ao cinema com os amigos, ou sozinho, quero assistir a uma boa história. Me envolver. Ver que o diretor trabalhou de forma árdua para que seus atores transmitissem a verdade da história contada através de seus olhos. Mesmo que essa verdade seja o maior clichê do cinema. Mas Clint não consegue a resposta dos atores. O filme chegou a me incomodar e quase sai da sala.

A história: Um senhor de idade, patriota, que lutou na guerra contra a china, vive em um bairro do subúrbio dominado por gangues de negros e chineses excluídos da sociedade com sua cadela após o falecimento de sua esposa. Sua rabugencia cria um abismo entre ele e os dois filhos, sendo que um deles é dominado pela esposa materialista que quer tirar a casa dele e o levar para um asilo.  O detalhe  é que ele tem dois filhos, sendo que um deles só aparece nos velórios.

Clint está ótimo, como sempre, porém o roteiro do filme e os atores ao seu redor não. Isso o enfraquece. Até o carro, o Gran Torino, que entitula o filme, é pouco explorado.

Fica visível no meio do filme a falta de direção. A história perde o rumo. A melhor parte dela é que o personagem de Clint não é amargurado por ter matado diversas pessoas, ou ter feito coisa pior na guerra. Ele o é por não ter se aproximado de seus filhos. O detalhe é que essa revelação é feita no confessionário da igreja que ele dizia não servir para nada! Clint, você traiu o movimento dos ateístas!

O filme traz a mensagem do aprendizado bilateral entre um idoso preconceituoso ex-soldado da guerra entre EUA e Coréia, e um j0vem Hmung que é um pau-mandado da família e não sabe ser homem. Clichê. Mais clichê ainda é o final, quando o velho morre em prol daqueles que odiava e aprendeu a amar. Nem a trilha sonora ajuda! Toda feita para forçar um sentimentalismo que não está em nenhum dos atores. Fotografia? Se não existe não há o quê comentar.

Uma pena. Clint Eastwood com certeza viu que esse filme não ia dar em nada, por isso da metade do filme em diante atua no mesmo nível dos outros atores. Porcamente. Uma mancada, pois como diretor deveria ter pego mais pesado com os atores. A única que correspondeu foi a jovem atriz Ahney Her (Sue), que consegue pegar o timing de Clint. Não posso dizer o mesmo do ator Bee Vang (Thao)

Fiquem com o tralier.

Semana que vêm assistirei The Spirit (que não li os quadrinhos) e já sei que o filme é ruim. Preparem-se!


Ações

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2 responses

22 03 2009
Gus

hmm

22 03 2009
rafagoom

Grrr *cuspe*

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