Sobre Os Jornalistas

22 06 2009

O Supremo Tribunal Federal (STF) retirou a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista no Brasil e o mundo veio abaixo para algumas pessoas. Não sou formado em jornalismo, nem tenho pretensões de o ser, e não tô nem aí para essas pessoas que se doeram tanto. Me cheira a falta de confiança no próprio trabalho.

Todo mundo sabe que o jornalismo no Brasil vai de mal a pior com esse tipo de reportagens e manchetes. Mas se elas existem significa que alguém lê e se importa. Quem realmente deseja receber informação correta e completa, infelizmente hoje deve recorrer a fontes internacionais ou portais de confiança, com jornalistas responsáveis que portando um diploma ou não fazem o possível para cumprir seu dever.

Este post do Tuca Hernandes está bem melhor que o meu (que foi só um desabafo), e dêem uma atenção a esse artigo no O Globo.

–UPDATE!–

E os estudantes do curso de Jornalismo não estão de braços cruzados. Hoje, 22/06, 200 estudantes se reuniram em São Paulo para protestar contra a decisão do STF comendo… jornal…

Enfim, mas não voltei aqui para falar do protesto (que acho ótimo, lutem por seus direitos!), mas para colocar na roda uma idéia que surgiu no Twitter de não me lembro quem (se você está lendo isso, o que eu acho muito difícil, manifeste-se!), sobre se ter uma prova que certifique o formado como Jornalista, tal qual o exame da OAB. Eu acho válido. E você?

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3 responses

22 06 2009
Luiz Bodan

Rafael, respeito sua opinião, mas não é disso que se trata. A questão não é Credibilidade e sim Legitimidade. Analise por esse ângulo: vamos supor que médicos, engenheiros e advogados não precisem mais de diploma. Então qualquer um poderá dizer que é médico, que é engenheiro e que é advogado. Você não acha isso absurdo?
É óbvio que não é somente quem é formado em Jornalismo que tem Credibilidade para escrever. Porém acabar com a Graduação na área é uma atitude ridícula. E, de forma indireta, acredito que essa decisão do supremo vai diminuir consideravelmente a procura pelo curso, provocando a demissão de professores e um prejuízo incalculável em termos intelectuais.
Mas, repito, sua opinião tem aspectos válidos, no que concerne à questão da Credibilidade dos Jornalistas, de quem escreve, tendo diploma ou não. Nesse sentido, estou de pleno acordo.
Abraço.

22 06 2009
rafagoom

Até entendo a comparação com médicos, afinal, uma reportagem escrita por determinado ponto de vista pode custar a vida de alguém, assim como o médico se não calcular bem uma dose de determinada medicação.
Conheço algumas pessoas que fizeram jornalismo e a maioria diz que o curso de quatro anos poderia ser muito bem diminuído em dois, dois e meio. Não estou desmerecendo o curso, nem os professores. Acho ótimo a pessoa se profissionalizar, se especializar. Jornalismo era minha segunda opção na faculdade, acabei passando em Letras e deu no que deu, nunca serei jornalista hehehe! Mas se a grade curricular for revista e o curso se modernizar, oferecendo mais oportunidades para os alunos se tornarem profissionais e não apenas portadores do canudo, a procura pelo curso até aumenta.
Entendo seu ponto de vista, mas também entendo que Credibilidade se adquire com o tempo e a experiência =)

Obrigado pelo comentário, Luiz (Leu o texto do Tuca? E o do O Globo? Dá uma lida, rapaz!)!

24 06 2009
De

Demorei para responder, mas respondi! Eu não concordo com uma prova para reconhecer a capacidade do jornalista. A principio, li os dois artigos que vc indicou e acho que o tal do Tuca, subestima os jornalistas, pois não são todos que escrevem idiotices sobre as “celebridades”… E se existe gente que escreve, é pq existe gente IDIOTA o suficiente para ler. O artigo do O Globo, compara a situação dos Jornalistas no Brasil com a dos EUA e da Inglaterra, que são realidades diferentes, sociedades diferentes. Eu particularmente não acho essa fonte muito válida, visto que faz parte das “organizações globo”. Preconceitos a parte, li o artigo e concordo plenamente com a primeira fala do Prof. Leonel Aguiar.

Concordo com vc, que tanto no jornalismo, quanto em todas as outras profissões, a credibilidade é conquistada, assim como a experiência. Mas a legitimidade, como o Luiz falou, tb é muito importante. Não é falta de confiança no trabalho, mas em uma profissão tão concorrida e que exige tanto do profissional, é essencial esse respaldo.

Contudo, apesar de conhecer inúmeros professores que não são capazes de educar sequer os próprios filhos, espero que o STF não decida que o diploma para lecionar é desnecessário… Afinal, pimenta nos “olhos” dos outros é refresco, né?!

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