Entenda Stefhany com Hannah Montana

12 06 2009

Para entender Stefhany, Hannah Montana

Acabei de assistir (não até o final) Hannah Montana – O Filme (blame @GUSLanzetta) e tinha esse post inacabado sobre a Stefhany. Por que não falar das duas coisas ao mesmo tempo aqui e agora? Lembrem-se que Hannah Montana é um personagem fictício. Neste post, uso a ficção para (tentar) entender a realidade.

Na festa YOUPIX Loading (que estava ótima) eu olhei nos olhos de Stefhany e posso dizer que inocência ali sobra. É uma garota simples que está deslumbrada com as luzes da cidade. Já Hannah Montana é (mais um) enlatado americano sobre uma  garota do interiorrr que se traveste de Hannah para cantar e curtir a vida de celebridade. Seu lema? Curtir o melhor dos dois mundos. Resumo da vida de Stefhany: Do Piauí, surgiu no YouTube e estourou na web com o hit “Eu Sou Stefhany (No Meu Cross Fox)“. Ficou conhecida como “Beyoncé do Agreste”, mas agora já a chamam de “Susan Boyle Brazuca”, porque surgiu para o público quando apareceu no Gugu dizendo que seu maior ídolo é Amado Batista.

Enquanto a jovem Miley Stewart (interpretada por Miley Cyrus) se diverte no mundo dos artistas com sua identidade secreta de Hannah e tem todo o apoio da família para não fazê-la esquecer da vida real e o que realmente importa (a saber, a simplicidade da vida é o que traz a verdadeira felicidade), Stefhany tem sua mãe, Dona Nety França, também filha do Piauí, no papel de anjo da guarda. O pai de Stefhany foi assassinado em um trágico assalto. Dona Nety faz tudo pela filha, desde suas roupas, passando pela composição de músicas e o cargo de manager. O pai de Miley é estudado e entende do “mal do mundo”, fazendo as funções de anjo da guarda da pequena Miley/Hannah. Dona Nety e Stefhany não têm tal malícia. Se você pedir pra Stefhany plantar bananeira, ela o faz.

E não. Não estou falando mal da Sté (íntimo). Eu só me questiono se essa galera toda que diz que Stefhany é demais e tals, entende que ela é uma garota simples que não tem noção do quanto canta mal e que na verdade a maioria dos seus “fãs” da cidade grande gostam dela pela bizarrice e coragem de o ser. E pára. Não estou sendo preconceituoso. Estou sendo realista. É inegável que a garota gosta do que faz, então que aproveite a grana que está ganhando no momento e vá estudar canto/dança/whatever.

Se bem que, né, estamos no Brasil. Logo, o que faz sucesso mesmo, é isso. Eu gosto da menina, mesmo achando que ela não canta nada, mas até aí temos Calypso fazendo um sucesso enorme no país com Joelma nos vocais. Aprendi a conviver com isso e tenho mais essa para assimilar.

Não fiquei até o final de Hannah Montana – O Filme porque não sou o público alvo, é clichê, e a atriz que faz par romântico com o pai da Miley Stewart é a Eliana (sérião, é sósia!) e o Gus teve a idéia de fazer uma versão brasileira de Hannah Montana como Sandy no papel principal e todo o povo do sertanejo brasileiro ao seu redor. Seria assaz.

Talvez eu não entenda todo esse barulho pela Stefhany e tenha dó dela por isso mesmo. Não ser o público alvo. Mas a realidade deve ser dita. Não sei por que me deu uma vontade enorme de ouvir o álbum Sam’s Town do The Killers