Dogma 2009

16 04 2009

Dogma 2009O @cadusimoes (que tem projetos super interessantes, acesse o blog do cara) comentou ontem no Twitter a respeito do Dogma 2009. Eu não conhecia e achei bem interessante. Basicamente é a respeito do não contentamento com o atual mercado de quadrinhos e sair da passividade, assumindo uma novo personalidade consumista de quadrinhos.

Posto e comento aqui alguns do 10 dogmas que achei mais interessantes:

1 ) A pluralidade é fundamental. Tendo isso em mente, todo o participante do Dogma deve ler mensalmente quadrinhos de cinco nacionalidades diferentes e de cinco gêneros diferentes. A regra apenas não se aplica a quem ler menos de cinco edições por mês. Nesse caso, ainda assim, não se pode repetir nem nacionalidades nem gêneros.

Curti. Afinal o que o mercado nos oferece hoje? Marvel/Dc = Americanos. Mangás = japoneses, e agora uns poucos coreanos e chineses. Nacional se resume à Turma da Mônica. Como sair desse círculo? Saia da banca. Isso mesmo. Eaqueça as bancas de jornal e venha para  a internet. Sou super a favor de scans. Se você não curte a idéia, ainda existem as grandes lojas de quadrinhos. A Comix tá aí pra isso. Além do que, grandes livrarias trazem alguns exemplares bem interessantes de quadrinhos ao redor do mundo. Quanto a quadrinhos nacionais, temos o 4mundo.com. Esse mês temos a excelente Chuva Contra o Vento do Rodrigo Alonso e Felipe Cunha. Navegando por lá você conhecerá diversos artistas, diversos trabalhos, diversos olhares para a arte que amamos.

4 ) O uso de saco plástico para proteger os quadrinhos não é aceitável. Bons quadrinhos precisam de oxigênio. Por consequência, veta-se o uso de pinças, luvas ou de qualquer outro tipo de frescura para armazená-los e manuseá-los.

Eu não uso plástico. Mas acho digno quem usa, afinal existem histórias que te formaram, você se identificou com o personagem e ele te formou como pessoa. Você tem um carinho especial por aquela edição que foi adquirida com certo sacrifício. Vamos combinar assim, eu guardo apenas as melhores no saco plástico, as outras faço como diz esse item:

5 ) O apego ao mundo material, na forma do colecionismo obcecado, tem causado grande mal aos quadrinhos e precisa ser desestimulado. Bons quadrinhos devem circular. Empreste-os ou, preferencialmente, doe-os para que outros possam lê-los.

Acho ótimo doar. Se eu fosse apresentado a Watchmen antes, muita coisa seria diferente. Muita.

8 ) O Dogma nada tem a dizer a respeito da moralidade envolvida na prática de pirataria digital, que vai da consciência e da postura de cada leitor, bem como da decisão particular de obediência ou não das leis.

Contudo, o Dogma acredita que os autores e editores dos bons quadrinhos devem ser sempre recompensados pelo seu trabalho. Os participantes do Dogma devem ser informados que essa recompensa costuma ser um incentivo para que o trabalho tenha continuidade.

Essa me diz respeito. Muitas vezes leio o quadrinho pela internet, mas não tenho e não sei como recompensar o autor. Agradeço ao scanneiro, mesmo sabendo que deveria agradecer aos autores.

10 ) Cada participante do Dogma deverá repassar o texto para outros três leitores de quadrinhos.

Espalhe. Só assim poderemos mudar o quadro atual.





Minha História Com os Quadrinhos e Dica de Podcast

4 03 2009

mike_deodato_jr__deviation_72_by_mikedeodatojrQuando pequeno minha mãe lia Turma da Mônica para eu dormir. Quando maior, comprava HQ’s do Homem-Aranha e X-Men. Sempre fui mais fã do mundo Marvel do que da DC. Quando mais velho conheci o Lanterna Verde e meu coração se dividiu. O Amigo da Vizinhança ou o guerreiro que luta com a Critividade?! Fiquei com os dois =D

Daí conheci os mangás. Comecei com Dragon Ball. Um Shonen, mangá para meninos. Depois conheci os Shoujo, mangá para meninas. Sim, são os japoneses que gostam desses rótulos, não me ligo neles. O que me chamou mais atenção foi as histórias terem final, como tudo na vida. Conceito que poucos quadrinhos americanos adotam.

O legal é que por meio do mangá, me aproximei mais dos quadrinhos americanos. Eu explico. Pela minha paixão por RPG, mangá, HQ, eu comecei a escrever e desenhar um fanzine e até o levei para o Animecon.  O nome do zine era horrível, Hikary in Wonder Travel. A história em si até é legalzinha, mas na minha mente insana programei um zine com uma história tão grande que não consegui terminar! Fiquei enrolado no meio, e parei de desenhá-lo na segunda edição. Ainda acho a história legal hoje, e quem sabe eu volte para contá-la qualquer dia desses… Enfim. Na Animecon eu conheci o Daniel HDR, o André Vazzios, o Marcelo Cassaro (Holy Avenger) e parte do Trio Tormenta, e mais um monte de gente legal que admirava pois estavam prontos para mudar o cenário de quadrinhos nacional e internacional!

Eu estava pronto para me juntar a eles na época. Pena que naquela época resolvi escutar pessoas que destruíram meu caminho de contar minha história na época certa. Dou graças a Deus por eu ter mantido pelo menos meu amor a esse hobby. Não fiz nenhum curso de desenho (ainda), mas tive a sapiência de cursar Letras e me manter atualizado pelo Deviant.art com esses meus heróis desenhistas/coloristas/roteiristas.

Ainda mais! Agora um deles tem um Podcast e um site de respeito para quem já é artista, quem aspira ser, e aqueles que tem grande admiração por aqueles que criam sonhos! É o site PapodeArtista.com, do colorista Rod Reis =D

Conheci o trabalho do Rod Reis em Holy Avenger. Depois só via seus trabalhos na DC. Como não acompanho direto o mundo DC, fiquei sem acompanhar o trabalho do cara por um bom tempo. Depois do Twitter isso mudou. Conheci o blog do cara, que trás várias dicas para quem quer ser colorista/trabalhar com arte. Agora com a ajuda de outros artistas, Rod Reis está tocando o Podcast “Papo de Artista”, que também trás dicas para quem quer começar, trás novidades sobre o mundo dos quadrinhos, e nesse último episódio ele, Eddy Barrows, Ivan Reis (a quem agradeço por reviver meu herói DC favorito, Lanterna Verde) e Joe Prado conversam sobre a New York Comiccon em um papo bem descontraído. Super recomendo!

Se você também deseja se inteirar mais a respeito do trabalho de artistas brasileiros, muitos deles estão no Deviantart, como a Fran Briggs, o Edu Francisco, que tem um traço de explodir cabeças, a Denise Akemi, o Mike Deodato Jr (amo seu trabalho em Homem-Aranha =*) e mais um monte de gente legal.

Fica a dica.