Mais um Filme da Obra de Gabo

10 07 2009

Gabriel García Márquez. Gabo.

Notícia de Um Sequestro está em processo de adaptação para a telona! O livro é de 1996 e tem total cunho jornalístico. Gabriel García Márquez foi requisitado por Maruja Pachón, jornalista Colombiana, para escrever sobre o sequestro sofrido e a situação da Colombia de 1990, comandada pelo Cartel de Medellín, chefiado por Pablo Escobar. A história cresce e aborda nove sequestros de políticos e jornalistas da mesma época e aos mesmos moldes do sequestro de Maruja.

A produção está nas mãos de Tita Lombardo (Babel), que informou que as filmagens se iniciam até o final desse ano e tem o México como sede. Os rumores de que Salma Hayek teria sido escalada para o filme foram desmentidos. Pena.

Gabriel García Márquez é mais conhecido por sua literatura passear pelo universo fantástico. Em Noticia de Um Sequestro temos a oportunidade de conhecer uma outra face de Gabo. Uma narrativa policial que se eleva a um patamar literário que deixa o leitor em dúvida sobre a autênticidade da história.

E tem mais! Do Amor e Outros Demonios também está a caminho do cinema! Na direção está Hilda Hidalgo, que também é seu filme de estréia. A produção do filme está avaliada em US$2.000.000,00. Neste livro de 1994, Gabriel García Márquez se depara com um caixão em que os cabelos do cadáver continuaram a rescer até 22 metros após sua morte. Mesmo sabendo que o fato é plausível, García Márquez associa o fato a uma lenda antiga sobre uma garota que foi mordida por um cão raivoso.





Eu Não Esqueci

31 05 2009

Dia da Toalha!Não me esqueci que dia 25/05 foi o Dia da Toalha. Só não publiquei nada aqui no blog porque não me acho um Nerd completo. Tudo bem que esse blog tem um monte de nerdice, mas o dia da Toalha é comemorado mundialmente não por nerds wannabe, mas pela grande obra de Douglas Adams, escritor de O Guia do Mochileiro das Galáxias, o qual estou na página 52 e estou curtindo MUITO!

Não torça o nariz com o pensamento “Ai, coisa de nerd, ECA!”. O livro não é cheio de fórmulas matemáticas, questões de física quântica, ou átomos colidindo (se fosse assim eu nem chegava perto!) O livro te pega pela simplicidade com que essas questões são apresentadas. Se você entende sobre elas, ótimo, o livro te levará para uma dimensão maior. Se não, legal também, a mensagem do livro é bem maior do que isso. Você se divertirá da mesma maneira e ainda será incentivado a saber mais. É como se Douglas Adams pegasse a sua mão e falasse “Olha, o meu livro é bem legal, mas preste atenção nesse universo que se abrirá caso você procure saber mais sobre essas outras coisas!”.

Eu mesmo não entendo nada de matemática/física/química, mas o livro me pegou pelas referências à cultura pop e crítica a sociedade. Fora os personagens carismáticos e redondos que já fizeram um laço de amizade comigo! Isso porque ainda nem terminei o livro =D

O dia 25/05 ainda foi marcado por uma polêmica, o Dia do Orgulho Nerd. Eu não entendi muito bem a proposta. Tipos, tem nego que se orgulha de ter sido rotulado de Nerd (termo aqui usado não como um estilo de vida e sede de conhecimento, mas sim como um termo pejorativo, de pessoa que não tem vida social ou não consegue se inserir na sociedade), não ter namorado a gata do colégio ou ter sofrido bullying dos valentões burros? Poxa. Tá, posso estar sendo extremista, mas nossa sociedade vê assim. É possíve mudar a mentalidade das pessoas? Sim. Então por que sou contra? Por ser no mesmo em que a obra de Douglas Adams é comemorada. Se fosse em outra data, com outra tática, quem sabe eu não apoiaria?

Vamos continuar divulgando o Dia da Toalha. Para saber mais um pouco, veja este texto roubado copiado do pessoal do Jovem Nerd a respeito da utilidade da Toalha:

“O Guia do Mochileiro das Galáxias faz algumas afirmações a respeito das toalhas.

Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valo prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você – estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc., etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.

Daí a expressão que entrou na gíria dos mochileiros, exemplificada na seguinte frase: “Vem cá, você sancha esse cara dupal, o Ford Prefect? Taí um mingo que sabe onde guarda a toalha.” (sancha: conhecer, estar ciente de, encontrar, ter relações sexuais com; dupal: cara muito incrível; mingo: cara realmente muito incrível.)”

Conheça mais a respeito de Douglas Adams e sua obra! NãoEntreEmPanico.com





Literatura dos Países Lusófonos

20 12 2008

blogcoletiva-africa

Vou falar da matéria que tinha na faculdade, Literatura dos Países Lusófonos. Estudávamos principalmente a literatura produzida pelos países africanos e um escritor em especial me chamou a atenção, Ondjaki.

Nascido em Luanda, em 1977, possui vários livros ótimos lançados. O que tratarei neste post é o livro Bom Dia Camaradas. bom-dia

Trata-se das memórias do próprio escritor com um “que” de ficcionismo. Logo no prefácio ele já avisa que esta é uma estória ficcionada. Ele se recorda de seu tempo na escola e como o país estava desenvolvendo seu socialismo, devido sua recente independência,  na década de 80.

Pelo olhar puro da criança, Ondjaki disserta sobre a guerra, o colonizador e o colonizado. As relações entre os cidadãos agolanos e seus camaradas, os cubanos. Diferenças sociais. O menino e o homem.

É uma narrativa que ao mesmo tempo que emociona, entretem. Ondjaki sabe exatamente o momento de colocar uma piada, um fato engraçado em sua narrativa. Seu bom humor é que permite transitar entre a política e seus delicados temas. Como quando o menino-narrador vai até a praia com a sua tia Dada e descobre que esta é dividida entre a praia dos soviéticos e a praia dos angolanos. Sua explicação para este fato é a de que estes eram um povo “muito maldisposto” e que se calhar, os angolanos também tinham uma praia só deles lá na União Soviética.

Ou quando há uma fuga da escola por uma confusão maluca na visita do “Caixão Vaziu” a descrição que ele faz da professora, então aleijada, correndo feito uma gazela, mais rápido do que todos eles. Hilário!

angolalg2Mas o personagem mais apaixonante, o mais enigmático, é o amigo camarada António, o cozinheiro da família.

António é um senhor de idade, que é muito apegado ao menino. Apegado aos velhos costumes, António é aquele que contrapõe a Angola do passado e a do presente. Ensina ao menino a raciocinar através das questões.

O livro é recomendadíssimo a quem deseja entender mais sobre a Angola e aqueles que a residem. A mim, revelou um escrito jovem disposto a lutar pelo seu país e troná-lo público para o resto do mundo.

E não é só ele. Mia Couto também é um escritor ótimo. Moçambicano, nascido em 1955. Assim como Ondjaki,  fala sobre os habitantes de seu país de forma mais poética e delicada. Vejam o conto do Cego Estrelinho e vejam como o escritor trabalha de magestralmente as alegorias.

A literatura dos países africanos é muito rica. Procure ler mais sobre estes e outros nomes da atualidade literária daquele continente.

Espero ter contribuído =)