Cinema: Dorian Gray – Oliver Parker

28 07 2009

Dorian Gray - 09-09-09

Mais uma adaptação de O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde, para os cinemas. Essa vêm pelas mãos de Oliver Parker, que já adaptou para as telonas Othelo (1995), de Shakespeare e An Ideal Husband (1999), outra obra de Oscar Wilde.

BBen Barnesen Barnes (Stardust (2007), The Chronicles of Narnia: Prince Caspian (2008)) interpretará Dorian, o jovem de beleza estonteante que após ter noção desta através de um quadro pintado por seu amigo Basil e pelas palavras instigadoras de Lord Henry, se perde apaixonadamente pela própria beleza e deseja do fundo de seu coração mantê-la para sempre. Forças desconhecidas tornam este desejo realidade e fazem com que seu quadro envelheça e fique  horroroso a cada “pecado” cometido, mantendo a beleza e juventude de Dorian pela eternidade.

O livro é aberto a diversas interpretações psicológicas, sexuais e sociais além de transitar pela metalinguagem. A obra já teve diversas interpretações para o cinema, sendo a última a participação do personagem principal da obra em A Liga Extraordinária (2003), vivido por Stuart Townsend.

Dorian Gray chega aos cinemas em 09 de Setembro deste ano. Veja o trailer:

The Picture of Dorian Gray carrega uma grande carga biográfica devido a crítica social que Oscar Wilde faz a sociedade do século XIX. Pessoas que escondem suas perversões, traições amorosas e uso de pessoas para chegar a objetivos egoístas atrás das máscaras sociais são claramente identificadas na obra, tornando-a universal e atemporal. Por isso as várias versões cinematográficas da obra, desde versões em cinema mudo até a utilização de Dorian em A Liga Extraordinária como o Ser sem sentimentos.

Lembrando que Oscar Wilde sentiu na pela toda a hipocrisia de uma sociedade quando todos lhe viraram as costas, perdendo todo o dinheiro e quase a dignidade completa sendo preso e humilhado quando acusado de ter um relacionamento homossexual com Lord Alfred Douglas, ou Bosie.

O trailer dá a dica de que Oliver Parker manteve todo esse tom sombrio e luxurioso da obra original. É esperar de dedos cruzados para ver.