Teatro: Cymbeline – Shakespeare

30 07 2009

Cymbeline---The-Songs

*** Atualização ***

 

Subi novamente e dividi em duas partes o cd com 11 faixas da peça.

Você encontra aqui e aqui.

Enjoy :)

***

Em 2008 a companhia de teatro britânica Kneehigh em parceria com o SESI, veio ao Brasil para apresentar a peça Cymbeline, de Shakespeare. Comédia até então de montagem inédita em nosso país. Um texto envolvente e de loucura amorosa, seja esse “amor” movido pelo sentimento romântico, egoísta, carnal ou material. O que marca a companhia Kneehigh, de Cornwall, Reino Unido (UK) é seu estilo vívido e físico, quase visceral, de contar histórias.

Como uma grande colcha de retalhos que mistura realidade, sonho e loucura, Cymbeline foi apresentado no teatro do FIESP com uma maravilhosa montagem que contava com uma estrutura de metal de 5 metros de altura e 4.88 de largura, um esquema de legendas pois o texto foi interpretado em inglês, e uma bela trilha sonora executada ao vivo pelos atores da companhia. Fiquei tão encantado com ela que conheci o pessoal da companhia Kneehigh e consegui um CD com a trilha original!

Aqui você encontra um vídeo feito pelo pessoal do Kneehigh Theatre com alguns trechos da peça, e abaixo divido com vocês a trilha sonora da peça. Já havia upado na comunidade da peça no Orkut, porém fui informado pelo Sergio Lagrotta que o arquivo expirou. Está aí Sergio, divirta-se =)

1 – The Cold Light of The Day

2 – Witchcraft

3 – Out of Her Arms

4 – Euro Pop

5 – I’m The Only One Here

6 – Iachimo

7 – Fear No More The Heat of The Sun

8 – The Outsider Song

9 – Pisano

10 – All That Remains

11 – The Stars Lean Out

Espero que gostem como eu gostei =)





Nós do Morro em São Paulo! De novo!

17 10 2008

Sou fã do grupo. Este ano eles voltam a São Paulo, novamente no Itaú Cultural. Dessa vez eles adaptam uma obra nacional, O Alienista, de Machado de Assis. O conto traz a história de Simão Bacamarte, um médico que, recém chegado da Europa, fixa residência em Itaguaí, onde deseja estudar as doenças mentais. Para tanto,  abre um hospício na cidadezinha, a Casa Verde. Os problemas começam quando o médico resolve impor suas decisões e de modo arbitrário, coloca quase toda a cidade no hospício!

Com base nesse conto, o grupo apresenta o musical Machado a 3X4!

Ano passado assisti a peça Os Dois Cavaleiros de Verona (Shakespeare), encenado pelo grupo no mesmo espaço. Foi muito bom! Tanto que assisti duas vezes! Tenho essa mania de assistir duas ou mais vezes a mesma peça =D

Em cartaz desde o dia 15, ficará até dia 19/10, sempre às 19:30 e o melhor, gratuito. Amanhã estarei lá com alguns amigos. Vamos?

Machado a 3 x 4
Machado a 3 x 4

A peça faz parte do evento Antídoto: Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito. Para saber mais acessem o site e o blog do evento.





Boa Ação

1 10 2008

Pois é, fiz uma boa ação para uma pessoa que nem sei o nome!

Eu explico. No post anterior, disse sobre meu amor ao Teatro e todas as boas experiências que o Espaço Cultural FIESP me proporcionou. Nesse mesmo dia minha tia começou a ouvir o Leandro e Leonardo (não o que morreu… acho que é o Leonardo…) e meu primo Bruno e Marrone. Às vezes me pergunto como tenho uma família dessas… enfim, entendi os sinais e sumi de casa. Escolhi ir ao FIESP assistir a peça “Sacrifício” e tirar fotos no Parque Trianon.

Chegando no FIESP os ingressos já haviam acabado. Não fiquei muito chateado, afinal, ainda poderia pegar uma fila básica de lugares remanescentes. Fui ao Parque Trianon. Tirei fotos legais, fiquei feliz =D. Queria tirar mais, mas o Parque já estava fechando. Ok, fui à FNAC. Li uns livros, umas revistas gringas super de design que não me lembro o nome. Inclusive isso tá se tornando muito comum, me sinto tipo uma Dory, do procurando Nemo. Estou esquecendo o nome de diversas coisas =/ Minha mãe já recomendou fosfosol, mas tenho medo. Eu acho que é a minha vida na cidade grande e a internet. Sabe, informação demais pode causar isso. Juro, li no google! Whatever.

Na FNAC fiz amizade com o Samuel, garoto que estava demonstrando o Wii. O jogo era Rayman Raving Rabbids. Muito engraçado. Bem Wii mesmo, jogo sem compromisso, para atingir um público imediatista/não-gamer, que deseja diversão sem ter que pensar muito, porém com um certo nível de desafio. Como não havia muita gente, ficamos conversando e jogando. Só saí de lá quando deu o horário de pegar a fila para a peça. Chegando no FIESP a fila estava ENORME! Não me animei nem um pouco em enfrentá-la. Pensei, vou até o final dar uma olhada no que há na Paulista nesta noite fria. Andei até a Casa das Rosas (Sim eu realmente ando a Paulista inteira!). Lá estavam cantando um coral da terceira idade, acho eu. Só tinha terceira idade e perguntei duas vezes o nome do grupo pra uma menina-atendente de lá, só que a coitada tinha um certo problema de dicção. Fiquei com vergonha de perguntar a terceira vez… Ouvi umas músicas que não eram do meu tempo, mas me tocaram por sua atemporalidade, e resolvi voltar e brigar com o Samuel, afinal, ele e o Wii me fizeram perder a peça que eu queria. Quase lá, entrei na banca que fica próximo a FNAC, porque lembrei que a Cris de Lara havia avisado no DeviantArt que o portfólio dela estaria na Digital Designer. Como admiro os trabalhos da garota, fui conferir. Realmente muito bom.

Enquanto conferia a revista, minha trilha sonora era Justice. Só que percebi que havia algo errado no balcão da banca. Tirei um fone para ouvir a conversa discretamente (sim, curto uma fofoca XD), e vocês acreditam que o dono da banca estava tentando empurrar um cartão telefônico para um gringo no valor de R$50,00? Tudo bem que era de 50 unidades, mas R$1,00 por unidade?! O coitado nem falava português direito, e o dono da banca só falava o valor em português, nem em inglês para ajudar o gringo… Fui obrigado a ajudar o coitado.

Quando iniciei o “can I help you”, o cara só faltou me abraçar! Ajudei o pobre a comprar o cartão telefônico que ele queria. Comprado. Ele me levanta o celular e me pergunta se pode usar os créditos nele. Burro foi a única palavra que me passou pela mente, mas logo me livrei dela, afinal, vai saber como é lá na terra dele. Voltando. Troquei o cartão telefônico do rapaz por um cartão de créditos para o celular do candango. Comprado, perguntei se ele sabia colocar o tal do crédito no celular. Gente a cara dele de “me ajuda” foi… foi… inenarrável! Peguei o celular e liguei para a operadora para colocar os créditos. While this, perguntei de onde ele era. Seattle. O que ele fazia no Brasil? No momento pintando um templo budista em Cotia, o Zu Lai, próximo a Raposo Tavares. E quanto tempo pretendia ficar no Brasil? “Um ano. Estou tentando a vida aqui no Brasil.” Créditos colocados.  Agradecimentos feitos… Peraê! Repete a última frase. “Estou tentando a vida aqui no Brasil.”  Tipo assim…

Pára tudo NOW!

Por quê uma pessoa me sai de Seattle para vir tentar a vida no Brasil?

O pior tal questionamento só aflorou em minha mente depois que contei o “causo” para minha mãe. Ela disse que ele talvez fosse um serial killer, que fugiu e veio para o Brasil. Quer dizer… ela, e todo o povo do meu trabalho.

O povo só vê o lado mal das pessoas, né? Maior dó do moço, gente. Ele ia ser roubado pelo cara da banca e ainda por cima, não ia conseguir fazer a ligação para a gangue dele! Quer dizer… para os amigos dele XD

Só sei que não perguntei o nome do garoto, nem email, nem o número do celular. Por quê? Esqueci. Até queria manter contato. Quem sabe eu entraria para a gangue dele? Quem sabe eu ia pra Seattle fazer couch surfing?

Enfim. Voltei na FNAC, contei o “causo” para meu recém-amigo Samuel e fui tomar um bom café no Starbucks. E ainda dei um abraço no carinha do Free Hugs, perto da estação Consolação.

Lições que aprendi? Não fique jogando vídeo-game por muito tempo, você pode perder o horário da sua peça.

Ah! E faça boas ações, o Universo um dia retribui =D