Música: Arctic Monkeys – Humbug

21 08 2009

Arctic Monkeys - Humbug

O melhor álbum da banda? Não. Alex Turner e a galera do Arctic Monkeys resolveram juntar suas experiências de Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not (2006) e Favourite Worst Nightmare (2007) e ousar novas sonoridades nas 10 faixas que compõem Humbug. É o que esperávamos, lógico, mas não com tamanha qualidade. Não que eu seja pessimista, mas é que tudo parece novo e ótimo nesse terceiro, o que o torna um primeiro pois nem eu nem você conhecemos esse Arctic Monkeys.

My Propeller, a primeira faixa do álbum, trás um Turner de voz sombria unida a guitarra e bateria marcantes fazendo uma junção deliciosamente envolvente e nova para a banda que conhecemos. Na seqüência, Crying Lightning e Dangerous Animals mostram que Josh Homme, líder do Queens of The Stone Age que foi chamado por nossos amiguinhos londrinos para dar uma força no novo álbum, fez o trabalho direito.

O medo dessas novas bandas indies é o de não errar, e como conseqüência, cair no esquecimento. Arctic Monkeys ousa não usar a fórmula do primeiro no terceiro, assim como fizeram Franz Ferninand em seu álbum Tonight, onde assumem um tom obscuro e inovador, e até mesmo The Killers, que a cada álbum trás uma novidade sonora, nunca se repetindo, sempre inovando, e é isso que nossa geração quer. Ousadia é a palavra chave. Secret Door e Cornerstone tem um “q” de Favourite Worst Nightmare pois foram produzidas por James Ford. O que não quer dizer que sejam menos do que as outras faixas, apenas que destoam. Tirando a letra sem muito sentido (que amo) de Potion Approaching e falando sobre o som e a bela balada Dance Little Liar me fazem comparar esse como o álbum Smiths do grupo, já que a grande maioria compara os meninos ao Oasis, o que nunca vi.

Um fake do Arctic Monkeys que conhecemos? Um humbug? Talvez. A certeza que tenho é que esse álbum está muito ótimo e já grudou no meu ipod ao lado de seus irmãos mais velhos.





Entenda Stefhany com Hannah Montana

12 06 2009

Para entender Stefhany, Hannah Montana

Acabei de assistir (não até o final) Hannah Montana – O Filme (blame @GUSLanzetta) e tinha esse post inacabado sobre a Stefhany. Por que não falar das duas coisas ao mesmo tempo aqui e agora? Lembrem-se que Hannah Montana é um personagem fictício. Neste post, uso a ficção para (tentar) entender a realidade.

Na festa YOUPIX Loading (que estava ótima) eu olhei nos olhos de Stefhany e posso dizer que inocência ali sobra. É uma garota simples que está deslumbrada com as luzes da cidade. Já Hannah Montana é (mais um) enlatado americano sobre uma  garota do interiorrr que se traveste de Hannah para cantar e curtir a vida de celebridade. Seu lema? Curtir o melhor dos dois mundos. Resumo da vida de Stefhany: Do Piauí, surgiu no YouTube e estourou na web com o hit “Eu Sou Stefhany (No Meu Cross Fox)“. Ficou conhecida como “Beyoncé do Agreste”, mas agora já a chamam de “Susan Boyle Brazuca”, porque surgiu para o público quando apareceu no Gugu dizendo que seu maior ídolo é Amado Batista.

Enquanto a jovem Miley Stewart (interpretada por Miley Cyrus) se diverte no mundo dos artistas com sua identidade secreta de Hannah e tem todo o apoio da família para não fazê-la esquecer da vida real e o que realmente importa (a saber, a simplicidade da vida é o que traz a verdadeira felicidade), Stefhany tem sua mãe, Dona Nety França, também filha do Piauí, no papel de anjo da guarda. O pai de Stefhany foi assassinado em um trágico assalto. Dona Nety faz tudo pela filha, desde suas roupas, passando pela composição de músicas e o cargo de manager. O pai de Miley é estudado e entende do “mal do mundo”, fazendo as funções de anjo da guarda da pequena Miley/Hannah. Dona Nety e Stefhany não têm tal malícia. Se você pedir pra Stefhany plantar bananeira, ela o faz.

E não. Não estou falando mal da Sté (íntimo). Eu só me questiono se essa galera toda que diz que Stefhany é demais e tals, entende que ela é uma garota simples que não tem noção do quanto canta mal e que na verdade a maioria dos seus “fãs” da cidade grande gostam dela pela bizarrice e coragem de o ser. E pára. Não estou sendo preconceituoso. Estou sendo realista. É inegável que a garota gosta do que faz, então que aproveite a grana que está ganhando no momento e vá estudar canto/dança/whatever.

Se bem que, né, estamos no Brasil. Logo, o que faz sucesso mesmo, é isso. Eu gosto da menina, mesmo achando que ela não canta nada, mas até aí temos Calypso fazendo um sucesso enorme no país com Joelma nos vocais. Aprendi a conviver com isso e tenho mais essa para assimilar.

Não fiquei até o final de Hannah Montana – O Filme porque não sou o público alvo, é clichê, e a atriz que faz par romântico com o pai da Miley Stewart é a Eliana (sérião, é sósia!) e o Gus teve a idéia de fazer uma versão brasileira de Hannah Montana como Sandy no papel principal e todo o povo do sertanejo brasileiro ao seu redor. Seria assaz.

Talvez eu não entenda todo esse barulho pela Stefhany e tenha dó dela por isso mesmo. Não ser o público alvo. Mas a realidade deve ser dita. Não sei por que me deu uma vontade enorme de ouvir o álbum Sam’s Town do The Killers





Sobre Apenas o Fim

5 06 2009

Apenas o Fim

Eles não são um casal convencional. Ela gosta da Nintendo e entende de Mario e Luigi. Ele, da Sony e ama Final Fantasy e Kingdom Hearts. Eles estudam cinema e hoje ele tem prova. O trabalho em dupla deverá ser deixado de lado pois ela tem outros planos. Ela vai deixá-lo.

Apenas o Fim corre o risco de ser taxado pela crítica como filme de um diretor nerd que colocou todas as referências de seus brinquedinhos em seu primeiro longa. Com certeza estão errados. A história do filme é muito mais do que um casal em final de relacionamento envolto em referências da cultura pop. Matheus Souza, 20 anos, diretor de Apenas o Fim, é um baixinho barbudo que sonha grande. Mais do que isso, realiza. Não importa os problemas que surjam.

Filmado utilizando-se da câmera digital da faculdade, que não podia sair daquele perímetro, fez com que o roteiro do filme fosse adaptado para que se passasse todo na PUC-RJ. E isso de maneira alguma empobrece o filme, muito pelo contrário. Fez com que todas as cenas fossem pensadas com muito mais carinho dando-lhes um significado maior, como confessou Matheus na pré-estréia que aconteceu hoje no Espaço Unibanco, em São Paulo. Fez com que cada cenário escolhido participasse como um ator, ou complementasse um diálogo. O que mais me marcou é quando Ela (que não tem nome) em uma parte da faculdade que está em reforma diz que vai mudar o mundo, e ele sentado embaixo de uma árvore pede para que ela não se esqueça das crianças na África. Ela está em construção. Ele já tem raízes profundas.

Gregorio Duvivier e Erika Mader estão excelentes. A naturalidade dos diálogos só pôde ser atingida pela liberdade dada por Matheus nas gravações, permitindo cacos e adaptação de falas, dando-nos diálogos críveis e uma outra visão do cinema nacional, sem cair em piadas prontas de programas de televisão ou da última banda da última semana que está fazendo sucesso naquele canal de TV. É um cinema dirigido não apenas ao público nerd ou ao público jovem (na pré-estréia estavam pelo menos umas 5 pessoas com mais de 50 anos que se divertiram com o filme e participaram do debate pós-filme). Seu convite a refletir sobre o amor o desejo e o que é um relacionamento são o que realmente importam e gritam mais alto.

O longa foi produzido em um mês com o dinheiro de uma rifa de whisky e pouquíssimos patrocínios. Os problemas orçamentários foram superados quando o filme foi apresentado a Mariza Meu Nome Não é Johnny Leão, que gostou da idéia do filme e investiu naquele aprendiz de diretor de cinema, o que rendeu o prêmio de Melhor Filme do Júri Popular, Menção Honrosa do Júri Oficial no Festival do Rio 2008 e o Prêmio de Melhor Filme do Júri Popular na 32ª Mostra de São Paulo. O filme também foi selecionado para ser exibido em festivais internacionais como Off Câmera, em Krakow, Polônia, Festival Internacional de Rotterdam – na Competição Ibero-Americana do Festival Internacional de Miami, Festival de Cinema Brasileiro em Paris, França e na Premiere Brazil, no MoMA, em Nova York.

Lógico o filme não é perfeito. Há diferenças de qualidade de cenas (Matheus explica: “Nós não sabíamos mexer na câmera!“) e um leve egocentrismo, mas nada que diminua a qualidade de seu trabalho. Estou ansioso para ver um novo filme de Matheus. E ele já disse ter duas opções. Seguir como o segundo álbum dos Strokes, ou The Killers. Eu prefiro que siga o caminho The Killers de ser e experimente novas linguagens e experimentações. Se permita continuar errando, pois no final é isso o que importa, nos ensina e faz crescer.

O filme Apenas o Fim tem data de estréia em 12/06 e será exibido em salas digitais, pois foi gravado em HD.

P.S.: Enquanto estava na fila, um Senhor que estava na minha frente me perguntou se eu sabia que a atriz era sobrinha da Mallu Mader. Eu respondi que não. Ele continuou, Esse filme é muito bom, vi que tem uma cena de sexo foda! Pois é meu querido, você ganhou muito mais do que isso. O filme talvez tenha feito você refletir no que é amor e o que é desejo e  que realmente importa no meio disso tudo. Ou não, porque depois desse seu comentário acho difícil você ser capaz de usar seu cérebro. Sim, fiquei irado. Eu tenho o dom de atrair bizarros.





Balanço EMA

8 11 2008

Post rápido:

– Katty Perry apresentando com 57845613875431 piadas de duplo sentido. Só um toque pra você gata, nós já sabemos que você beijou uma garota. Não queremos mais detalhes.

– Menção a Obama.

– Todos se vestiam mal. Formas geométricas devem ser tendência em alguma parte do globo terrestre e resolveram apresentar a moda(?) lá.

– Menção a Obama.

– Kanye West show coxinha.

– Menção a Obama.

– A ordem da Mtv é reviver. Só tem que avisar que tentar reviver Kid Rock é perda de tempo…

– Menção a Obama.

– Show óteemo do The Killers.

– Menção a Obama.

– Bono homenageia Paul McCartney. Eu acho que Paul vai morrer. Bono falou muito bem dele, e minha vó sempre falou que quando começa elogiar muito é porque a pessoa já está com o pé na cova!

– Menção a Obama.

– Show da Pink muito legal com guerra de travesseiro que atacou a minha rinite com todas aquelas penas voando.

– Acabou.

Nota? 8. Os shows foram bons, mas eles quase não falaram ou fizeram menção a Barack Obama.